sexta-feira, 15 de abril de 2011

Essa não é mais uma carta de amor.



Cartas de amor costumam ser bem egoístas. Quanto mais sinceras, mais egoístas. Se eu fosse escrever uma hoje, usaria todo meu egoísmo. Como diz o Skank, na sequência bem clichê – Eu preciso de você. Ou o Jota Quest que não economiza em clichês – Hoje eu preciso de você de qualquer jeito. Sem você não sei viver. Eu não sei. Eu não posso.
Eu quero, eu sinto, eu desejo você para resolver meu problema, pois com você eu me sinto melhor. Eu, portanto, estou no centro e te preciso em forma e função, para mim. Desta maneira desenvolvemos o amor na maioria de nossos relacionamentos.
Acredito, porém, que um dos maiores ensinamentos que podemos levar desta vida é sobre o amor verdadeiro, o amor que é amar. Amar a ponto de não dizer, amar a ponto de entender como Zé Ramalho entendeu, que o único sinônimo de amor é amar, hahaha! Amor só existe em ação e movimento, e não resiste a teorias e teses. Não tenho o direito de dizer que te amo, se não te acompanho, se não choro contigo, se não divido contigo. Neste caso o máximo que posso te dizer é que, provavelmente, eu poderia te amar.
Em um dos diálogos mais importantes relatado nos Evangelhos, Jesus pergunta a Pedro – Tu me amas? – Sim, mestre! – responde Pedro prontamente. – Tu sabes que eu te amo. Jesus então pede – Apascenta minhas ovelhas. Por mais duas vezes Jesus repete a mesma pergunta ao seu discípulo que acabara de lhe negar três vezes. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, Jesus não estava iniciando uma retaliação. Ele não estava ferido por Pedro negá-lo. Jesus acabara de se sacrificar pelo mundo, sua preocupação não era com sua dor, com sua honra ou orgulho. Sua atenção estava voltada para Pedro, Ele estava curando-o, pois suas próprias feridas já estavam cicatrizadas. Curando a Pedro, não para que o pescador vivesse uma vida e amor egoísta, mas para que este pequeno homem pudesse ser o canal pelo qual a ferida de muitos fossem curadas.
Não havia naquele diálogo o amor egoísta das cartas e canções de amor, mas o amor simples, mas ao mesmo tempo profundamente verdadeiro, amor que é amar, se doar, se lançar no meio da voragem. Amor raro de se encontrar nas igrejas cristãs contemporâneas, onde Cristo e sua mensagem transformaram-se em forma e função ao serviço de clientes vorazes por resultados e soluções. Amor de cristãos apaixonados por Cristo, loucos por Cristo, mas que o querem só pra si e para suas necessidades. O amor enclausurado dos casais apaixonados, inundado de carinho, mas também sobrecarregado de ciúmes e egocentrismo.
Se Pedro foi o início, a pedra fundamental desta grande construção chamada Igreja Cristã, sem sombra de dúvidas a pergunta de Cristo continua ecoando por séculos e séculos, sendo sussurrada no ouvido de todo cristão autêntico. – Natyelle , tu me amas? – Sim mestre, tu sabes que eu te amo! – Então, mova-se e apascenta meus cordeiros, faça o seu trabalho, distribua o meu amor.
                                                Palavras de uma alma com fome.

Abraço.



-Você alguma vez já se sentiu sozinho, perguntou o Sr razão? – Respondeu o Sr coração. – Na verdade neste momento me sinto muito sozinho. Então o Sr emoção questionou. – Como podemos nos sentir sozinhos se temos aqueles amigos legais que vemos sempre aos fins de semana? – então o Sr coração disse. – Sr emoção você realmente acredita que tudo aquilo que recebemos aos fins de semana preenche toda nossa carência? Então o Sr mente interviu. – Sr coração e Sr emoção. O que realmente nos falta é um simples Abraço. Todos naquela sala ficaram espantados, como poderia? Resolver as coisas assim, só com um abraço?
Então o Sr mente explicou. – Acreditem nos precisamos somente de um abraço, lembrem-se passamos 5 dias da semana sozinhos, e daí chega aos fim de semana queremos suprir tudo e ainda guardar estoque, as pessoas não tem esse dom, de nos amar intensamente sem pensar nas conseqüências. Sr emoção continue assim indo ate seu limite de sentir as emoções! Sr coração tente não ser tão rigoroso com seus sentimentos, eles podem ser pouco mais são verdadeiros! Sr razão lembre-se nem sempre você toda a razão! E você Sr memória porque permaneceu quieto?- eu não me lembro da ultima vez q recebemos um abraço forte e q passasse todo sentimento através dele. – pois é Sr memória você esta certo, faz muito tempo já, mas acredito q é somente mais um descuido de nossos amigos, todos nos sabemos que eles nos amam. Neste mesmo momento o Sr vontade se manifestou. – Sr mente muito linda sua palestra de motivação, mas ninguém aqui é mais criança, todos nos sabemos o porquê de nossa solidão. Ela é muito simples e clara. Falta de Fé. Se realmente nos dedicássemos a Deus e crêssemos nele piamente, não nos sentiríamos solitários. E nenhum de vocês percebe que nossos amigos todo sábado nos trazem o amor de Deus e muitas vezes nos ignoramos ele, por favor, não ignorem mais aqueles sábados, e no momento em que ver cada um de nossos amigos devemos dizer o quanto agente ama eles. Talvez quem precise de um abraço são eles!
                                                          Palavras de uma alma com fome.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O que você faria não tivesse medo?


Eu digo, não deixe que o seu medo se torne maior que a sua vontade. Pois toda vez que você imagina o que aconteceria sem mesmo antes de acontecer, acredite o medo sempre se torna muito maior. Sendo assim você nunca vai sair de onde esta, e sempre vai esperar que tudo volte como era e vai criticar quem decide ir adiante. Lembre-se: quando você vence seu medo, primeiramente sente-se livre, depois pergunta-se varias vezes porque não antes.
Mudar é necessário, mas se você resistir ira acontecer mesmo assim. Será pior pois não estará preparado, perceba a mudança. Quanto mais rápido menos se nota a diferença de mudar.
                                     Palavras de uma alma com fome.